A Câmara França-Brasil (CCIFB) criou a Comissão de Mineração, presidida por Philippe Dozolme, a ser lançada em 26 de agosto, com objetivo de reduzir o custo de entrada de empresas francesas no mercado mineral brasileiro, especialmente em terras raras, grafita, lítio e cobre — o Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas apenas 1% da produção global. Dozolme destacou o nióbio, com cadeia produtiva integralmente nacional em Araxá (MG), como precedente para o desenvolvimento de terras raras, e citou a usina Caremag, da francesa Carester, com investimento de € 216 milhões para refinar concentrados minerais e produzir óxidos de disprósio e térbio — insumos usados em ímãs para veículos elétricos e turbinas eólicas. A americana USA Rare Earth, dona da única mina de terras raras em produção comercial no Brasil (Minaçu, GO), já detém participação de 13,6% na Carester, ao lado do fundo francês InfraVia. (Valor Econômico – 15.08.2026)
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