O Brasil pode entrar em uma nova fase do setor elétrico com a expansão de sistemas de armazenamento em baterias, cujos investimentos podem atingir ao menos R$ 50 bilhões nos próximos anos, segundo especialistas do mercado. O primeiro leilão para contratação da tecnologia, inicialmente previsto para abril de 2026, pode ser adiado para junho enquanto o governo define regras sobre distribuição de custos e evita riscos de dupla tarifação para consumidores. O armazenamento é visto como solução para a crescente sobreoferta de energia durante o dia, especialmente de geração solar, e para a escassez de potência nos horários de pico noturno. O Operador Nacional do Sistema Elétrico tem recorrido a cortes de geração, o chamado “curtailment”, que pressionam financeiramente geradoras renováveis. O mercado já mobiliza fabricantes, fundos e investidores, incluindo empresas estrangeiras interessadas em produzir baterias no país. Analistas projetam que a América Latina pode adicionar 12 GWh de capacidade de armazenamento em 2026, mais que o dobro do volume atual. (Valor Econômico – 09.03.2026)
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