A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou para 9,4% a previsão de alta média das tarifas de energia no país em 2026, mesmo após incorporar ao cálculo o efeito redutor dos recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), desconto bancado por hidrelétricas para aliviar a conta de consumidores das regiões Norte e Nordeste. A nova estimativa consta da edição de setembro do InfoTarifa, boletim divulgado nesta sexta-feira, 18 de setembro, que sucede a previsão de 8,6% de junho e os 8% projetados em março; a projeção segue acima da inflação estimada para o ano, de 4,4% pelo IGP-M e 5% pelo IPCA. Os recursos da UBP somam R$ 5,2 bilhões na estimativa atual e reduzem o efeito médio Brasil em 1,9 ponto percentual, mas não compensam a alta de outros componentes, com destaque para a CVA Energia, com impacto de 3,2%, e a CDE-Encargos, com 2,9%. O boletim também aponta que os contratos dos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 devem elevar o Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap) a cerca de R$ 3,7 bilhões neste ano e R$ 9,3 bilhões até o fim de 2027, além de destacar que a reforma tributária exigirá revisão ampla dos mecanismos tarifários do setor. (MegaWhat – 18.09.2026)
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