Dois projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõem criar a Terrabras, estatal voltada à cadeia de terras raras e minerais críticos no Brasil, reacendendo o debate sobre o papel do Estado na exploração desses insumos estratégicos. Uma das propostas, apresentada por parlamentares da Federação Brasil da Esperança, prevê regime de partilha nos moldes do pré-sal, com destinação mínima de 50% da produção para a nova empresa, que seria estruturada a partir da CPRM. Outro texto, de Rodrigo Rollemberg, amplia o escopo da estatal da pesquisa geológica à comercialização, sem tratar de partilha. O Ibram reagiu com preocupação e argumenta que os principais gargalos do setor estão em tecnologia, financiamento, infraestrutura, qualificação e segurança jurídica, não na ausência de uma empresa pública. No Executivo, a iniciativa também encontra resistência política e fiscal, com avaliação de que dificilmente avançará em 2026. (Valor Econômico – 13.04.2026)
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