A utilização de linhas de crédito para suavizar reajustes tarifários de energia pode gerar aumento das contas no longo prazo, ao incorporar custos financeiros com juros. O governo avalia nova operação entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões via BNDES, além do uso de recursos do bônus de Itaipu para postergar reajustes. Especialistas apontam que a medida não reduz estruturalmente os custos e pode repetir experiências anteriores, como empréstimos superiores a R$ 20 bilhões em 2014 e operações posteriores como a Conta-Covid. Técnicos alertam para caráter recorrente da estratégia e ausência de justificativa emergencial atual. Embora alivie o impacto imediato, o mecanismo transfere encargos ao consumidor no futuro, podendo elevar tarifas e mascarar problemas estruturais do setor elétrico. (Valor Econômico – 30.03.2026)
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